sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Receios de crimes contra a humanidade em Cote d'Ivoire



Fonte: Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

31/12/2010

Peritos da ONU pedem esforços redobrados para conter onda de violações no país da África Ocidental.

Cinco peritos das Nações Unidas dizem estar profundamente preocupados com as contínuas violações dos direitos humanos em Cote d'Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim.

Segundo referiram, fontes credíveis confirmaram que teriam ocorrido ou estavam a ser perpetradas violações forçadas e desaparecimentos involuntários no país.

Violações

A Cote d'Ivoire tem estado mergulhada numa situação de incerteza política, após o presidente em exercício, Laurent Gbagbo, ter-se recusado a aceitar os resultados das presidenciais de 28 de novembro.

As Nações Unidas endossaram a vitória de Alassane Ouattara, apesar de Gbagbo reclamar vitória no escrutínio.

Arma de Guerra

A lista de violações referida pelo Grupo de Trabalho da ONU sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários inclui arbitrariedade nas detenções, execuções sumárias ou extrajudiciais e actos de violência sexual.

Os peritos advertem que, quando cometidos em determinadas circunstâncias, os desaparecimentos forçados podem resultar em crimes contra a humanidade.

Justiça

Segundo frisaram, os que tenham perpetrado actos horrendos devem prestar contas.

A relatora especial da ONU sobre a Violência contra a Mulher, Rashida Manjoo, disse que a violência sexual estava a ser usada como arma de guerra e que mulheres e raparigas estavam sem protecção.

Assistência

Manjoo apela a todas as partes a redobrarem os esforços com vista a evitar que sejam perpetrados actos de violência sexual e que seja oferecida assistência judicial às vítimas.

Por outro lado, o relator especial sobre a Tortura, Juan Méndez, disse que todas as alegações de tortura, maus tratos ou punição cruéis, desumanos ou degradantes, que possam ter ocorrido no contexto das eleições presidenciais de 2010, devem ser investigados de forma imparcial.

Ele refere que os seus responsáveis devem ser levados à justiça para que sejam severamente punidos.

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Brasil faz doação recorde de alimentos para ONU



Fonte: Alessandra Ribeiro, da Rádio ONU em Nova York.

31/12/2010


País entra para a lista de dez maiores doadores do Programa Mundial de Alimentos, com fornecimento de 500 mil toneladas de comida.


O Programa Mundial de Alimentos, PMA, vai receber 500 mil toneladas de comida do Brasil. O volume é a maior doação já feita pelo governo brasileiro e coloca o país na lista dos dez maiores doadores da agência.

Segundo comunicado, os alimentos serão destinados a países em situações de emergência ou afetados por desastres naturais e conflitos, principalmente na África e América Latina.

Fome

A diretora-executiva do PMA, Josette Sheeran, comemorou a contribuição do Brasil. Segundo ela, a doação irá saciar a fome de milhares de pessoas.

O comunicado diz ainda que o PMA pretende trabalhar com a "presidente eleita Dilma Rousseff, ampliando a visão humanitária e a liderança do país na luta contra a fome."

Em visita ao Brasil este ano, a diretora-executiva do PMA conheceu de perto o programa Fome Zero, implantado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A diretora acredita que o Brasil pode ajudar a promover políticas de combate à fome, compartilhando experiências com outras nações emergentes.

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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

El año termina con diez periodistas muertos / O ano termina com dez jornalistas mortos

Fonte: Página 12 - Honduras

El presidente Porfirio Lobo vincula los crímenes a la delincuencia común, quitándoles contenido político. Siguen impunes la mayoría de los asesinatos de los trabajadores de medios cometidos después del golpe de Estado.

Otro periodista fue asesinado ayer en Honduras, con lo que ya suman diez los trabajadores de prensa asesinados en 2010. Mientras el presidente Porfirio Lobo vincula estos crímenes a la delincuencia común, las organizaciones de derechos humanos denuncian que la represión sigue creciendo en Tegucigalpa.

Al salir de su casa ubicada en el municipio de la Masica, Atlántida (norte), Henry Souza se desplomó. Varios sujetos, aún no está confirmado el número, lo acribillaron a balazos. Según relataron los vecinos de la zona, los atacantes tuvieron tiempo para fugarse en bicicleta. Al cierre de esta edición, no se había dado a conocer información oficial acerca del asesinato del comunicador, que era corresponsal de la importante emisora HRN en la ciudad de La Ceiba y que también trabajaba en el canal Cablevisión del Atlántico.

Jorge Abilio Díaz, propietario de esa emisora televisiva, dijo que el crimen habría sido perpetrado por sicarios y agregó que conocería los posibles móviles del asesinato. Según publicó la prensa local, el padre de Suazo sería un reconocido dirigente campesino en ese sector. “En ese lugar, hay una lucha de las comunidades por el uso de los ríos. Puede ser que Souza haya prestado su micrófono a la población y esté vinculado a eso su asesinato, aunque no lo tengo confirmado”, explicó a Página/12 Bertha Oliva de Nativí, coordinadora del Comité de Familiares de Detenidos-Desaparecidos en Honduras (Cofadeh).

Con el asesinato de Souza, son diez los periodistas que fueron asesinados en Tegucigalpa. Según publicó el diario hondureño La Tribuna, las víctimas son Joseph Hernández Ochoa (Canal 51), David Meza (Radio El Patio), José Bayardo Mairena y Víctor Manuel Juárez (Radio Súper 10), Nahum Palacios (Televisión del Aguán), Luis Chévez (emisora W105), Georgino Orellana (canal de San Pedro Sula), Nicolás Asfura (periodista radial) y Luis Arturo Mondragón, director de noticias del Canal 19 de El Paraíso. La organización Campaña para un Emblema de Prensa dio a conocer el lunes una lista con los países más peligrosos para ejercer el periodismo. No por casualidad, Honduras ocupó el tercer puesto, detrás de México y Pakistán.

Las organizaciones de prensa y los organismos de derechos humanos denuncian que sigue impune la mayoría de los asesinatos de los trabajadores de medios cometidos después del golpe de Estado que arrancó del poder al presidente Manuel Zelaya en junio de 2009. El actual mandatario hondureño, Porfirio Lobo, intentó en varias ocasiones sacarles el tinte político a estos crímenes y desligar al gobierno de la responsabilidad por la muerte de los periodistas. Según el gobernante, los homicidios se deben a la “violencia criminal” que sacude al país. “Hay una fina estrategia para justificar toda la persecución que hay y para que ésta aparezca como un crimen común”, declaró Oliva de Nativí.

La violencia y la represión están a la orden del día en Tegucigalpa, según hacen saber las organizaciones humanitarias. El Comisionado Nacional de los Derechos Humanos reconoció que en los primeros seis meses de 2010 hubo un promedio de 16 muertes violentas por día. “En el primer semestre de 2010, la tasa nacional de homicidios por cada 100.000 habitantes fue de 36 y podría llegar a 72 al final de 2010 de mantenerse la tendencia actual”, indicó Custodio en un informe reciente. En 2009, Tegucigalpa había registrado una tasa de homicidios por habitante que multiplicaba por ocho al promedio mundial, que el Informe Mundial de la Violencia y la Salud estableció en 8,8.

La semana pasada, Human Rights Watch (HRW) emitió un informe y una recomendación para que el gobierno de Honduras investigue 47 casos de agresiones o amenazas y otros 18 asesinatos cometidos desde enero de este año contra periodistas, militantes políticos y defensores de los derechos humanos. “A pesar de que el presidente Lobo expresó su preocupación por estos casos, en los últimos seis meses atacó directamente a las organizaciones de derechos humanos, a las que acusó de tener intereses políticos”, dijo a este diario Wilfredo Méndez, director del Centro de Investigación y Promoción de los Derechos Humanos en Honduras (Ciprodeh). Méndez dijo que aún las organizaciones no manejan cifras definitivas, pero que en 2011 se presentará la investigación que está llevando a cabo la Comisión de la Verdad, de la que es cofundadora Nora Cortiñas, Madre de Plaza de Mayo.

Informe: Luciana Bertoia.

Nota: Não publiquei a foto do jornalista assassinado por não achar necessário. Clique aqui para ler a matéria original.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Conselho dos Direitos Humanos da ONU debate situação em Cote d'Ivoire



Fonte: Rádio ONU
Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.


Proposta de resolução apela às partes do país a cessarem violações; situação de instabilidade provocou pelo menos 173 mortos.

O Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas vai ter uma reunião de emergência, esta quinta-feira, em Genebra, para discutir a situação em Cote d'Ivoire, também conhecida por Costa do Marfim.

A alta comissária adjunta dos Direitos Humanos, Kyung-wha Kang, disse ao conselho que a situação dos direitos humanos está a agravar-se no país da África Ocidental.

Incerteza

Segundo referiu, na semana passada ocorreram pelo menos 173 mortes, 471 prisões e 24 desaparecidos.

A Cote d'Ivoire tem estado mergulhada numa situação de incerteza política após o presidente em exercício, Laurent Gbagbo, ter-se recusado a aceitar os resultados eleitorais nas presidenciais de 28 de novembro.

As Nações Unidas endossaram a vitória de Alassane Ouattara, apesar de Gbagbo reclamar vitória no pleito.

Linha de Ajuda

Segundo a alta comissária adjunta, uma linha de ajuda especial, lançada pela Operação das Nações Unidas em Cote d'Ivoire, recebe cerca de 300 chamadas por dia sobre alegadas violações dos direitos humanos.

Em comunicado lido pela sua porta-voz, Kyung-wha Kang condenou igualmente o uso da rádio e televisão nacional e de alguns jornais privados, por apoiantes de Laurent Gbagbo, para o incitamento público a actos de violência.

Segundo a porta-voz, o incitamento ao ódio e à violência não são permitidos à luz do direito internacional. Ela refere que os incitamentos são puníveis ao abrigo do direito internacional. Segundo declara, tem sido impossível investigar todas as alegações de graves violações dos direitos humanos incluindo informações sobre a existência de valas comuns, devido a restrições de movimentação do pessoal da ONU.

Uma proposta de resolução a ser submetida ao órgão apela a todas as partes em Cote d'Ivoire a cessarem com violações aos direitos humanos, respeitarem a vontade popular, restaurarem a democracia e ao estado de direito.

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Unesco quer maior proteção para jornalistas em áreas de conflito


Fonte: Rádio ONU
Alessandra Ribeiro, da Rádio ONU em Nova York.


Comitê de Proteção aos Jornalistas revela que pelo menos 42 profissionais do setor foram mortos em 2010.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, reforçou o apelo para que a liberdade de imprensa seja garantida.

A diretora-geral da agência, Irina Bokova, pediu maior segurança para jornalistas e outros profissionais de mídia em áreas de conflito ou de instabilidade.

Mortes

Segundo um relatório do Comitê de Proteção aos Jornalistas, CPJ, pelo menos 42 profissionais foram mortos em 2010.

Irina Bokova diz que, apesar das mortes terem diminuído em relação a anos anteriores, o número ainda é "muito alto e inaceitável".

O levantamento do CPJ mostra que os ataques suicidas e os protestos violentos aumentaram a proporção de mortes.

Ranking

O Paquistão lidera o ranking de países com o maior número de jornalistas mortos em conflitos: oito profissionais. Em seguida vem o Iraque, com quatro. Honduras e México tiveram o mesmo número de jornalistas mortos: três.

A diretora-geral da Unesco também lamentou a morte do jornalista da rede de TV Al-Anbar, Omar Rasim al-Qaysi, durante um ataque suicida no Iraque, no último dia 12 de dezembro.

Ela pediu que países com áreas de conflito "façam o possível para melhorar as condições de segurança de trabalho dos jornalistas."

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ban apela o presidente Gbagbo a deixar o poder em Cote d'Ivoire


Fonte:Alassane Ouattara
Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque


Secretário-Geral da ONU alerta que qualquer ataque contra as forças de manutenção da paz da organização é um ataque à comunidade internacional.

As Nações Unidas redobraram os seus esforços para resolver a crise pós-eleitoral em Cote d'Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim.

A organização lançou um apelo ao presidente cessante, Laurent Gbagbo, que deixe o cargo, face à vitória de Alassane Ouattara.

Rumo Perigoso

No início da conferência de imprensa do fim do ano, em Nova Iorque, o Secretário-Geral, Ban Ki-moon, alertou para o rumo perigoso da situação que se saldou em pelo menos 12 mortos.

O Secretário-Geral adverte contra quaisquer medidas tendo como alvo o Hotel Gulf, na capital, Abidjan, onde estão estacionadas as forças de manutenção da paz da ONU e Ouattara está hospedado, devido à recusa de Laurent Gbagbo em deixar o palácio presidencial.

Segundo Ban, qualquer ataque contra as forças da organização constitui um ataque à comunidade internacional. Ele enfatizou que os responsáveis pela perda de vidas civis deverão prestar contas.

Contactos com Líderes

O Secretário-Geral disse estar em contacto com vários líderes africanos.

Na capital marfinense, o chefe da Missão das Nações Unidas em Cote d'Ivoire, Unoci, Young-Jin Choi, conferenciou com o presidente da Comissão da União Africana, Jean Ping, sobre formas para resolver a crise.

Um comunicado da Unoci refere ter sido o mais recente de uma série de contactos regionais e transcontinentais para assegurar que "seja respeitada a vontade do povo marfinense, expressa nas urnas a 28 de novembro".

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Lula rejeita chefiar ONU e diz temer poderio dos EUA

Fonte: Estadão online / REUTERS

Em sua última participação em uma reunião do Mercosul antes do fim do mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou estar à frente a secretaria-geral da ONU e disse que teme que os Estados Unidos queiram ocupar todos os espaços na entidade.

Lula foi aclamado pelos demais presidentes presentes no encontro, realizado em Foz do Iguaçu (PR), e recebeu o incentivo do boliviano Evo Morales para ocupar a secretaria-geral da ONU.

"Eu só posso compreender a indicação como um gesto de cortesia do meu companheiro Evo Morales", disse Lula a jornalistas.

Lula voltou a defender um técnico para a secretaria-geral da ONU.

"Eu acho que a ONU precisa ser dirigida por algum técnico competente da ONU. Não pode ter um político forte na ONU, porque não pode ser maior que os presidentes dos países e eu fico meio preocupado se virar moda presidentes de países presidirem a ONU", disse Lula.

"Daqui a pouco os EUA estão disputando, além do Conselho de Segurança, também o controle das Nações Unidas e aí tudo ficará mais difícil", completou.

Disse ainda que, aos 65 anos, não vai "pendurar a chuteira" e que vai continuar fazendo política organizando os partidos da América Latina e levando experiências bem-sucedidas do Brasil a países da África.

"O Brasil tem políticas sociais extremamente exitosas e isso poderá servir de base para aplicação em outros países se eu respeitar as peculiaridades de cada país", disse.


(Reportagem de Raymond Colitt)

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